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Repentinamente – como uma chuva que cai enquanto o sol ainda se exibe – você chegou. E eu sem hesitar, te deixei entrar, te dei café e espaço no sofá. E eu juraria que no meio de uma das nossas tantas conversas, você (como todos) pediria licença e iria embora. No entanto, você ainda está aqui. E eu não sei exatamente o que te fez ficar. (Seria o meu café doce demais? O sofá velho? As nossas prosas infinitas ligadas ao seu prazer de jogar conversa fora? Ou fui eu?) E penso que talvez nem mesmo você saiba. E penso que você não sabe de tanta coisa. Mas eu quero que saiba, e é esse o motivo de eu estar escrevendo-te: as minhas gargalhadas nunca tiveram tanta graça como passaram a ter desde que você chegou; eu nunca não-me-importei de gastar tanto o meu tempo com uma única pessoa como eu não me importo em gastá-lo com você; e nem nunca pensei tanto em alguém (a ponto de ter encarrilhadas noites de insônia) como penso em você; eu nunca acreditei em elogios (quando referidos a mim, sempre os considerei meras gentilezas), mas acredito nos seus: depois de você, tenho me sentido tão bonita: eu nunca fui tão bonita; nem tão intensa; e nem tão de alguém (como eu sou sua).

Sou toda sua, amor. (via promessasvazias)

(via promessasvazias)